História das Colônias Polonesas

 Colônia Dom Pedro II

         Localiza-se no Município de Campo Largo (PR), sua sede se encontra na rua Vicente Nalepa, 3832. Foi fundada em 1876 para abrigar imigrantes europeus e poloneses. A imigração Polonesa ao Paraná foi atraída pela política de desenvolvimento e colonização do Governo da Província do Paraná, Lamenha Lins (1875 –1878). Chegaram ao Paraná por Santa Catarina e Paranaguá, para as Colônias de Pilarzinho (1871) e de Abranches (1873). E nos anos de 1875 e 1876 chegaram grupos para Tomás Coelho, Lamenha, Órleans, Santo Inácio, Dom Augusto, Rivier e Dom Pedro II. E, em 1878, para Colônia Cristina e para Colônias Figueiredo, Miqueleto, Rodrigues, parte de Campo Magro e Muricy (S.J.dos Pinhais). Sua estruturação iniciou com  a construção das "casas de troncos" e de madeira. Em 1908 a comunidade construiu a 1ª escola étnica, para receber as Freiras Irmãs Religiosas da Polônia. Ao lado da escola foi construída a capela, inaugurada em 25 de março de 1933, como Capela Nossa Senhora da Anunciação na localidade de Dom Pedro de Baixo. Em 1950 os colonos se uniram e construíram a nova Capela de alvenaria no lugar atual. Em 1975 foi instituída Paróquia, constituída por seis Capelas. Atualmente se compõe por quatro Capelas: Nossa Senhora Aparecida (Bairro Cercadinho/ Campo Largo; Capela Nossa Senhora da Luz (Colônia Figueiredo/Campo Largo); Capela São Pedro, Vila Dom Pedro, Campo Largo) e Capela São Miguel e São Jacobis, da Colônia Rodrigues/Campo Magro/PR. 

        A atual Igreja da Paróquia da Colônia Dom Pedro II, foi construída em "Formato de Navio" em homenagem aos imigrantes poloneses, inaugurada em 25 de março de 1980. É coordenada pelos Padres da Congregação de São Vicente de Paula (Vicentinos). Os vários movimentos desenvolvem atividades pastorais na Paróquia e nas comunidades das Capelas. Realizam festas religiosas, culturais e jantares dançantes durante o ano. 

 

  Museu da Etnia Polonesa

         O Museu: Centro Histórico e Cultural Polska, se localiza no pátio da Igreja da Paróquia Nossa Senhora da Anunciação da Colônia Dom Pedro II. Foi instituído em 2000 e se compõe pelo conjunto de "Casas de Troncos - 1875/1876" que formam a Casa de Cultura e a Escola. As casas de troncos eram da Família de Francisco e Mariana Debax Gogola, construída em 1876 por Jacub e Catarina Rugiski vindos da Polônia e passou para outras gerações. A outra Casa de Troncos foi construída em 1876, foi de propriedade de Jacub Niemiec. Teve como a 1ª Escola étnica da Colônia Dom Pedro II, depois  serviu de moradia para a Família de Aleixo e Maria Pienta Gogola, passou em herança para José Szychta e Bernadete Gogola (filha), doada para constituir o Museu da Etnia Polonesa da Comunidade. Estas "Casas de Troncos" foram relocadas para o patio da Paróquia pelo Projeto e parcerias formadas por: Comunidade Colônia Dom Pedro II, coordenada pelo Pe. José Carlos Fonsatti; pelo IPUC de Curitiba; pela Prefeitura de Campo Largo; a Cocel/C.Largo e a Prefeitura de Campo Magro. A Casa de Troncos é o testemunho cultural histórico e social, que retrata a vida dos imigrantes Poloneses vindos para a Colônia Dom Pedro II e demais Colônias Polonesas do entorno. A imigração polonesa influenciou na arquitetura pelo tipo de casas de madeira estilo europeu, pelo cultivo da terra, pela cultura, tradições, folclore, alimentação, língua, religiosidade entre outros que se constitui no patrimônio material e imaterial da etnia polonesa.

        O Museu é aberto em dias específicos ou mediante agendamento para grupos de pessoas, alunos, professores, pesquisadores entre outros.

        Contato: (41) 3649-1462 - Horário comercial.

Colônia Rodrigues

     Localizada no Município de Campo Magro, na rua Miguel Filus, 1180, ao lado do Bairro Bom Pastor. Integra a Colonização Polonesa da Região desde 1876, quando os imigrantes poloneses começaram habitar as varias colônias da região. Originou-se da Fazenda do Senhor Rodrigues, no Núcleo da Colônia Butiatuva. Em 1975 quando foi constituída a Paróquia na Colônia Dom Pedro II, a comunidade desta Colônia sentiu a necessidade de uma Capela católica no local. Com o esforço da comunidade e pela doação do terreno por Luís Ales e João Biernaski (Subr.), foi construída a Capela sob a coordenação do Padre Wendelin Swiercek, inaugurada no dia 5 de setembro de 1976, pelo Bispo Dom Inácio Krause, como Capela de São Miguel Arcanjo e São Justino de Jacobis. A comunidade se reúne na Capela para celebração de missas, para reza do terço, novenas e de outros eventos religiosos e festivos. Atualmente há famílias polonesas e de outras nacionalidades que habitam a região, cuja base econômica se sustenta pela agricultura tradicional, orgânicos, marceneiros, chacreiros, profissionais liberais, empregados e outras atividades econômicas.

Colônia Figueiredo

       Localiza-se no Município de Campo Largo (PR), com sede na rua Expedicionário Inácio Bilinoski, s/n. Integra a Colonização Polonesa da Região, teve sua origem na localidade da Campina - Campo Largo (PR), denominado como Pau Grande (um grande pé de imbuia). E em 1919 foi construída uma capela de madeira nas terras do Senhor Marron, integrava a Paróquia Nossa Senhora da Piedade de Campo Largo. Anos depois a comunidade optou em construir a igreja em um local mais alto e em 1959 a igreja de madeira da localidade da Campina foi transferida para o local atual. E com o esforço da comunidade e pela doação do terreno de Floriano Kmiecik e Luiz Kula e sob a coordenação do Padre José Alberto Rogacheski, construíram a Capela de alvenaria. Foi inaugurada no dia 8 de setembro de 1969, como Capela Nossa Senhora da Luz. A comunidade se reúne na Capela para celebração de missas e  para reza do terço, novenas e outros eventos religiosos e festivos. Atualmente há famílias polonesas e de outras nacionalidades que habitam a região, cuja base econômica se sustenta pela agricultura tradicional, de orgânicos, de morangos, chás medicinais,  produção de flores, orquídeas, vinho artesanal, como profissionais liberais e outras atividades econômicas.

Cruzes das Colonias 

     Símbolo Sagrado de Religiosidade dos poloneses. No período da imigração entre o final do século XIX a inexistência de locais, sendo capelas ou igrejas próximas às comunidades, fazia com que as famílias praticassem sua fé diante dos Cruzeiros construídos nas entradas das Colônias. As Cruzes a beira de estrada das Colônias se originaram dos costumes praticados na Polônia. É um símbolo Sagrado de Religiosidade, de prática da fé dos poloneses, pelas suas rezas, orações, novenas e cantos, que são realizadas em família ou em comunidade. A Cruz faz parte do patrimônio histórico cultural dos poloneses desta Colônia, registrado no Livro Tombo da Paróquia Nossa Senhora da Anunciação da Colônia Dom Pedro II. A primeira Cruz da Imigração e Colonização Polonesa, foi erguida em 24 de abril de 1901 no terreno do Miguel Rendak, pelos colonos imigrantes poloneses sob o comando de Gaspar Valenga, construída por Wojciech Bilinoski. Atualmente nas Colônias polonesas existem oito cruzes localizadas nas terras dos descendentes de imigrantes. São mantidas pelas famílias donas destas terras, onde se localizam as cruzes. 

Pesquisa histórica e texto: Mafalda Ales Sikora 

                                                Assistente Social/Professora/Mestre em TD/UTFPR

                                                Pesquisadora sobre os Poloneses/Coordenação da Cultura (CAEP) da Colônia Dom Pedro II/Campo Largo/PR

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